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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Opinião: Os Sete Erros da Gestão da Saúde


ALBERTO OGATAPresidentePublicado em 14 de Janeiro de 2014 às 12h39



A edição de janeiro de 2014 da revista VOCÊ S/A RH da Editora Abril traz um matéria escrita pela jornalista Nataly Pugliese intitulada Os Sete Erros da Gestão da Saúde.  Foram ouvidos vários especialistas e o ponto de partida foi  a projeção de 13% de reajuste nos contratos corporativos feitas pela Mercer Marsch.  Na opinião da jornalista as empresas continuam ?derrapando em práticas ingênuas que pouco ajudam numa verdadeira gestão de saúde e os programas são criados de forma isolada que beiram o populismo corporativo, mas pouco resolvem o problema de fato?.
Um aspecto importante a ser abordado inicialmente é a distinção do foco escolhido para o programa. Os programas voltados para a saúde dos empregados na empresa, isto é, no ambiente de trabalho devem seguir uma modelagem que envolve aspectos da saúde ocupacional e obrigatoriamente tem que incluir indicadores e métricas relacionadas a produtividade, como o absenteísmo e usar modelos consagrados como o de ambiente de trabalho saudável da OMS. Os programas voltados principalmente para os aspectos assistenciais e que envolvem as operadoras de saúde, consultorias e corretoras têm como principal foco o controle dos gastos com assistência médica. Deste modo, a análise dos ?sete erros? elencados pela matéria deve tornar esta distinção de maneira bastante clara.
Rapidamente, vou elencar os sete erros e alguns comentários sobre estes aspectos:
  1. A terceirização da saúde  ressalta a importância da empresa se apropriar da gestão da saúde e não repassar esta atividade para terceiros, como corretoras e consultorias. Sem dúvida, trata-se de aspecto bastante importante. Cada vez mais as empresas têm constatado que é estratégico ter trabalhadores saudáveis, engajados, com equilíbrio e isso se constitui num fator de competitividade e não meramente um aspecto de custo a ser gerenciado pela área de benefícios.
  2. Academias, grupos de corrida, etc fala sobre o investimento em atividades isoladas, de caráter motivacional e sem integração com um programa realmente estruturado. No ano passado, uma pesquisa da RAND Corporation nos Estados Unidos apontou um retorno do investimento insignificante destas ações. No entanto, mesmo neste país, menos de 10% das empresas possuem programas realmente amplos, que incluem indicadores claros de saúde e estilo de vida e buscam resultados integrados com a assistência médica e a área ocupacional. Da mesma maneira, a gestão destes programas deve ser apropriada pelas empresas, alinhados com as estratégias corporativas e não ser delegado a terceiros.
  3. Falta de metodologia de acordo com a matéria, há carência de indicadores e metodologia na construção de uma boa gestão de saúde. Realmente, poucas empresas no Brasil realizam análise sistemática das informações já disponíveis (como o perfil de utilização da assistência médica, dados dos exames periódicos de saúde, informações dos afastamentos médicos, turnover) e fazem o planejamento com metas claras de curto, médio e longo prazo.
  4. Muita informação, pouca comunicação o artigo ressalta que ?não basta apenas criar um espaço de saúde na intranet e esperar que seus funcionários acessem e se informem dos programas?.  A maioria dos programas de promoção da saúde e prevenção de doenças  oferecidos pelas operadoras de saúde no Brasil não conseguem adesão suficiente dos grupos-alvo. Neste contexto, realmente o ambiente de trabalho é um espaço privilegiado. No entanto, é importante utilizar todos os canais disponíveis, elaborar atividades de alta qualidade e focar no público a ser atingido. Um resultado somente começa a ser efetivo a partir da participação de 50% da população-alvo.
  5. Coparticipação como salvação de fato, a utilização unicamente de instrumentos financeiros (coparticipação, penalidades, incentivos, consumerismo, etc.) tem se mostrado insuficiente para a correta gestão dos programas, particularmente quando falamos de aspectos comportamentais, como mudança de estilo de vida, adesão a tratamentos, autocuidado em saúde. As pessoas precisam sentir que a adesão ao programa melhora o seu bem-estar, a sua qualidade de vida e isso torna a atividade sustentável.
  6. Troca-troca de operadora a matéria ressalta que algumas vezes se ?acredita que a nova empresa vai ser o melhor caminho para uma conta saudável?.  A mudança de operadora de saúde, muitas vezes traz dificuldades operacionais e de gestão e somente retarda um novo reajuste pelo aumento da sinistralidade.
  7. Atenção só aos crônicos de acordo com a jornalista, há quem acredite que uma boa gestão de saúde significa cuidar somente do grupo de risco. Sem dúvida, um erro muito comum. Tudo começa com a dificuldade de se identificar este grupo, pois as estratégias geralmente utilizadas, como avaliar o perfil de utilização da carteira, são muito falhas. Além disso, muitas vezes se propõe o acompanhamento de um participante após um grande evento, como uma cirurgia de revascularização do miocárdio, ou seja, após ?o leite derramado? onde, em geral, não se seguirá um novo evento de alto custo no médio prazo. Deste modo, é fundamental acompanhar toda a população, buscando a prevenção das doenças, o controle dos fatores de risco, a melhoria dos indicadores de estilo de vida, o acesso a tratamentos eficazes e utilizar de ferramentas modernas de acompanhamento dos participantes que não se restrinja ao telemonitoramento de doentes crônicos.
Fonte: http://saudebusiness365.com.br/blogs/post/41238/os-sete-erros-da-gestao-da-saude

MEC define exigências para novos cursos privados de medicina

MEC define exigências para novos cursos privados de medicina

Autor: Yara Aquino
Fonte: Agência BrasilPublicado em 28 de Agosto de 2014 às 16h06

Contrapartidas incluem formação para rede de atenção à saúde, construção ou reforma de hospitais e aquisição de equipamentos, entre outras

O Ministério da Educação estabeleceu os parâmetros para a contrapartida a ser oferecida ao Sistema Único de Saúde (SUS) por instituições privadas de educação superior, para a implantação de cursos de graduação em medicina. A contrapartida de serviços, ações e programas deve ocorrer no município ou na região de saúde do curso.

Em portaria, o ministério estabelece que a habilitação para autorização de funcionamento de curso de medicina será precedida de chamamento público e a contrapartida deverá contemplar as seguintes modalidades: formação para os profissionais da rede de atenção à saúde, construção ou reforma da estrutura de serviços de saúde e aquisição de equipamentos para a rede de atenção à saúde; pagamento de bolsas de residência médica em programas de medicina de família e comunidade e, no mínimo, dois outros em áreas prioritárias (clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia).

De acordo com o ministério, a contrapartida é importante porque uma parte da formação dos alunos de medicina requer um cenário de prática previsto para ser realizado nas unidades de saúde do município.

Fonte: http://saudebusiness365.com.br/noticias/detalhe/44460/mec-define-exigencias-para-novos-cursos-privados-de-medicina

Ótima definição de Logística Hospitalar


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Logística Hospitalar é o processo de gerenciar estrategicamente e racionalmente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais médico – hospitalares medicamentos e outros materiais necessários ao perfeito funcionamento da unidade hospitalar (e os fluxos de informações correlatas) de modo a poder preservar a vida e/ou restaurar a saúde dos clientes (pacientes) com ótima qualidade, custo baixo e retorno satisfatório para a instituição.

Assim como o conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases cientificas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de garantir a rastreabilidade, qualidade, eficácia, efetividade, segurança e em alguns casos o desempenho das tecnologias de saúde utilizadas na prestação de serviços de saúde.

Abrange cada etapa do gerenciamento, desde o planejamento e entrada no estabelecimento de saúde até seu descarte, visando à proteção dos colaboradores, a preservação da saúde do meio ambiente e a segurança do cliente (paciente).

Fonte: http://www.cemedlog.com.br/index.php?o-que-e-logistica-hospitalar

segunda-feira, 13 de maio de 2013

JCI de olho na segurança do paciente

        
A JCI, organização fundada em 1998, como braço internacional da "The Joint Commission" (EUA), tem como missão melhorar a segurança e a qualidade do cuidado prestado ao paciente em todo o mundo. É, sem dúvidas, uma missão tão nobre, quanto desafiadora, e com muito campo de trabalho, especialmente em países emergentes como é o caso do Brasil.

Impulsionadas pela concorrência e pela necessidade de melhoria da qualidade dos serviços prestados, muitas instituições voluntariamente tem buscado "padrões" de referência para os serviços oferecidos, numa verdadeira corrida pela qualidade e segurança, encontrando uma base sólida de sustentação nos requisitos e nos padrões de Acreditação, seja a que certificado pertença.

Nessa linha, a segurança do paciente tem sido o foco das atenções, através da eliminação de todos os riscos da assistência e nas práticas preventivas de criar barreiras às possibilidades de erros.



 

Dentre as preocupações no cuidado ao paciente, há uma atenção especial à Farmácia, área estratégica em todos os certificados específicos da área de saúde, devido ao elevado risco inerente ao uso dos medicamentos e sua capacidade comprometedora a saúde do paciente, caso não seja utilizada com organização e com processos definidos em todas as etapas, desde o recebimento até a administração dos medicamentos.

A JCI estabelece como metas internacionais (IPSG) aos hospitais acreditados 6 pontos considerados imprescindíveis para a segurança dos pacientes, baseados em temas historicamente problemáticos, em fatos (evidências) e na opinião de especialistas da área. A meta 3 (IPSG3) trata da segurança de medicamentos de alta vigilância, assim tratados pela capacidade de causar danos ao paciente, até mesmo óbitos, caso não sejam administrados de maneira adequada.

A lista desses medicamentos é composta de eletrólitos concentrados (concentração acima de 10%), anti-hipoglicemiantes, anticoagulantes, dentre outros. O tratamento diferenciado a essas classes, que deve estar na política institucional, desde o armazenamento até a dispensação, é um fator determinante de sucesso contra a ocorrência de erros relacionados ao uso de medicamento, que está entre as principais ocorrências de eventos sentinelas (que podem causar danos ao paciente) nos hospitais.

            Pode-se afirmar que a contribuição dos programas de acreditação às instituições de saúde, que voluntariamente enveredam por esse caminho, é inestimável e que, para o bem dos pacientes e funcionários, que esse movimento não tenha volta.  

Por Marcelo Borges

A Gestão de OPME’s - Capítulo I: O Liberalismo

A Gestão de OPME’s - Capítulo I: O Liberalismo

fonte: http://saudeweb.com.br/blogs/a-gestao-de-opme-s-capitulo-i-o-liberalismo/

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Como preservar o meio ambiente e reduzir custos na Saúde?

Mais do que a preocupação ambiental, os gestores hospitalares têm em sua lista de prioridades um item importante: o resultado financeiro. Assim, se faz necessário mensurar os ganhos de economia pelo racionamento de recursos naturais
O setor de saúde é responsável por mais de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A contribuição do sistema de saúde e de todos os seus atores para a economia é incontestável. De 2003 a 2008, ou seja, em cinco anos, a preocupação com a saúde vem pesando mais no orçamento das famílias brasileiras. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a parcela dos gastos mensais, no total do orçamento mensal familiar, destinada à assistência à saúde subiu de 5,7% para 5,9%.
Sendo a saúde um fator de impacto na economia, há de se ponderar também a sua representação sob o viés ambiental e social. Práticas sustentáveis que já estão evoluídas em outras indústrias ainda estão em discussão no ramo hospitalar. Iniciativas como a Organização Não Governamental (ONG) Hospitais Saudáveis, que buscam mobilizar o setor para a proteção do meio ambiente e para a questão social, discutem formas de fazer com que entidades de saúde sejam mais ativas nestas questões. Entretanto, a evidente realidade é que os hospitais buscam cumprir as legislações ambientais e ainda julgam ações filantrópicas como soluções sustentáveis.
Por isso, a FH buscou no mercado e nas próprias indústrias algumas soluções sustentáveis, que extrapolam apenas o discurso do ecologicamente correto e fazem, de fato, a diferença na gestão hospitalar, reduzindo não só o impacto ambiental e social, mas também interferindo nos custos das instituições. Tanto na área de geração e manutenção de energia, quanto na alimentação encontramos empresas e hospitais apostando em propostas sustentáveis.
Para o sócio diretor da Lanakaná Princípios Sustentáveis, Rodrigo Henriques, o principal equívoco das instituições hospitalares reside em tratar a sustentabilidade de forma separada das outras iniciativas de gestão. “Já estive em organizações onde tratavam os temas de qualidade de forma totalmente isolada das ações de sustentabilidade, ocorrendo inclusive resistência das pessoas envolvidas em incorporar os princípios de sustentabilidade por acharem que se tratava de um assunto ‘paralelo’ e não central na gestão”, conta o consultor.
Henriques propõe que a sustentabilidade seja imersa em todo o modelo de gestão da organização, se relacionando com sua estratégia e visão de longo prazo. Para as soluções sustentáveis e a própria sustentabilidade ganharem importância na gestão hospitalar, o consultor avalia que é preciso envolver outros atores, além da indústria e dos complexos hospitalares. “Depende de regulamentações e fiscalizações”, defende.
Mais do que a preocupação ambiental, os gestores hospitalares têm em sua lista de prioridades um item importante: o resultado financeiro. Assim, se faz necessário mensurar os ganhos de economia pelo racionamento de recursos naturais. Além dos resultados tangíveis, existem os ganhos intangíveis, como a marca, reputação, gestão do risco, qualidade da gestão, humanização, saúde do colaborador e inovação. “A premissa que acompanha o tema sustentabilidade é trocar a visão de curto prazo pela de longo prazo”, pontua.
Energia verde
Quando se trata de energia e preservação ambiental, a primeira alternativa comercial para as instituições hospitalares é o uso do gás natural. Mas, ainda assim, há emissão de gases que impactam nas mudanças climáticas.
Na Comgás, há um serviço chamado cogeração, em que, da geração de energia elétrica e outras utilities a partir de um motor gerador a gás ou turbina, a energia térmica para gerar outras energias é recuperada, o que em um projeto convencional seria descartado. “Fazendo uma recuperação a vapor, conseguimos gerar uma ou mais energias com uma fonte”, resume o gerente de Cogeração & Climatização da Comgás, Pedro Luiz da Silva Jr.
A ideia da cogeração é recuperar o calor que seria jogado na atmosfera e transformá-lo em energia novamente. “Isso é sustentabilidade e racionalização do uso do recurso, o que contribui para aquisição de selos verdes. Você está deixando de emitir gases pela eficiência energética”, argumenta o executivo da Comgás.
Essa solução, que já é homologada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é chamada de geração distribuída por meio de cogeração qualificada. De acordo com Júnior, é possível atingir uma redução de emissão de gases estufas de 15% a 20%, se comparada à geração de termoelétrica a gás.
Além da contribuição para a preservação do meio ambiente, a cogeração tem atributos que podem agregar valor aos hospitais, como:
Segurança da energia: A cogeração faz com que o hospital se torne um auto-produtor de energia segura e de qualidade.
Custo operacional: Dependendo do perfil e do balanço energético, os hospitais têm demanda de vapor e água quente, principalmente aqueles que possuem lavanderia própria. “Essa energia pode ser gerada a partir de uma caldeira no modo tradicional. Mas é possível substituir essa queima direta pela eficiência energética da cogeração, o que traz menor impacto ambiental”, reforça.
Tarifa diferenciada: A Agência Reguladora de Serviços do Estado de São Paulo oferece uma tarifa que chega a ser até 50% menor do que a convencional (queima direta) para instituições que fazem cogeração.
De uma forma geral, Silva avalia que a cogeração é uma forma de diversificar a matriz energética dos hospitais. Apesar dos benefícios, o gerente da Comgás avalia que ainda existe uma resistência em usar a solução por parte dos hospitais, por falta de cultura. “Em geral, os hospitais fazem a gestão interna de serviços que podem ser terceirizados e, para operar uma usina, é preciso ter conhecimento técnico. Como a grande parte das instituições não sabe operar uma usina e não há capacitação, falta confiança para entregar a um terceiro”, posiciona-se. 
A Comgás está hoje em negociação avançada com uma instituição hospitalar de São Paulo para a implantação da cogeração.
No que se referente especificamente à energia, a Dalkia opera e gerencia toda cadeia, desde a aquisição, produção e transformação ao consumo energético. Na Dalkia, o mercado de saúde brasileiro representava de 5% a 10% do faturamento em 2007. Hoje, o segmento é responsável por 35%.
Segundo o desenvolvedor de negócios da área de hospitais da Dalkia Brasil, Maurício Almendro, o mercado de saúde está começando a procurar alternativas energéticas aliadas à redução de custo. “O principal motivador para buscar uma opção energética é a redução de consumo e custos. Por isso, soluções que envolvem altos investimentos são declinadas na maioria dos casos”, avalia.
Na opinião de Almendro, existem soluções energéticas, como o uso da biomassa, mas o mercado hospitalar ainda tem que passar pela fase inicial da gestão de utilities, revisão contratual e soluções corriqueiras de geração de energia de ponta, com o aproveitamento do ar condensado na geração do vapor, varejadores de água, tratamento de efluentes, revisão da iluminação, rotinas de equipamentos, caldeiras, aquecedores, etc. “Estas soluções já são usuais na indústria, mas ainda não são corriqueiras nos hospitais”, sinaliza.
O Hospital do Subúrbio, localizado em Salvador (BA), buscou uma alternativa construindo placas de aquecimento solar, o que garantiu a eficiência energética, aproveitando o próprio clima do Estado. “Na Bahia, o número de dias de sol por ano é maior do que em São Paulo e o hospital é horizontal, o que favoreceu o sucesso do projeto. Esse tipo de solução ainda é pouco explorado em hospitais do nordeste brasileiro, por exemplo, mesmo que existam linhas de crédito específicas para este tipo de projeto”, exemplifica o executivo da Dalkia.
Comida sustentável
Hospital Metropolitano, de São Paulo, tem um projeto de promover a sustentabilidade por meio da alimentação. Para isso, possui receitas sustentáveis (com aproveitamento total dos alimentos), faz a reciclagem do óleo produzido na cozinha da entidade, promove a segregação de resíduos orgânicos e inorgânicos, faz uso de equipamentos de menor consumo / plano de manutenção, utiliza temperos naturais nas preparações das refeições do hospital e usa produtos de limpeza biodegradáveis. Todas estas ações garantiram para a entidade o selo Green Kitchen, em abril deste ano. “Reduzimos em 20% a quantidade de óleos, sal e açúcar nos sachês oferecidos para que as pessoas temperem sua própria refeição. Isso também é uma forma de induzir as pessoas ao comportamento sustentável”, conta a diretora de sustentabilidade da Sodexo Puras, Ana Cristina Coleti.
Esta iniciativa implantada no Hospital Metropolitano faz parte de um programa mundial de sustentabilidade da Sodexo Puras. Dentro de um conceito que atua com soluções sustentáveis para nutrição, saúde e bem estar, preservação do meio ambiente e desenvolvimento das comunidades, a empresa elabora ações adequadas à realidade brasileira.
Com o viés da nutrição, saúde e bem estar, existe o projeto de aproveitamento total do alimento, em que a Sodexo desenvolveu um cardápio com receitas sustentáveis, que aproveitam todos os itens dos alimentos, inclusive talos e cascas, que usualmente são descartados.
Nas receitas e no preparo, há uma redução do uso de óleo e outros itens químicos que impactam no meio ambiente. “Além de trazer mais qualidade de vida aos pacientes e colaboradores, reduzimos o impacto com o meio ambiente e conseguimos diminuir de 15% a 20% a produção de lixo orgânico dos hospitais”, conta a diretora.
Hoje, todos os clientes hospitalares da Sodexo fazem parte do programa de aproveitamento total do alimento. O projeto surgiu em setembro de 2011, quando a empresa buscava ampliar o receituário com sustentabilidade. Na ocasião, a entidade treinou 945 pessoas e investiu 3.780 horas de treinamento para o projeto receitas sustentáveis. “Não mudamos a forma de trabalho, apenas precisamos ensinar a tratar, armazenar e usar insumos que antes iam para o lixo”, reforça Ana.
SAIBA MAIS
A agricultura é responsável por 70% do total do consumo de água potável e água subterrânea em nível mundial. Estima-se que uma redução de 50% do desperdício de alimentos em nível mundial permitiria economizar cerca de 1.350 km³ de água a cada ano.

fonte: http://saudeweb.com.br/34202/como-preservar-o-meio-ambiente-e-reduzir-custos-na-saude/

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Compra de sete instituições pela Rede D'Or é congelada

Os hospitais, atualmente propriedades do Medgrupo, seriam comprados pela Rede D’Or, que passaria a controlar mais de 50% dos leitos médicos do Distrito Federal. São eles: Hospital Santa Lúcia; Hospital Santa Helena; Hospital Prontonorte; Hospital Maria Auxiliadora; Hospital Renascer; Centro Radiológico de Brasília e Centro Radiológico do Gama.

Leia notícia na íntegra: Compra de sete instituições pela Rede D'Or é congelada

http://saudeweb.com.br/32839/compra-de-sete-instituicoes-do-df-pela-rede-dor-e-congelada/

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Proqualis


Sobre o PROQUALIS

O Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e a Segurança do Paciente (Proqualis), vinculado ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), se desenvolve a partir da constatação de que um dos aspectos mais importantes para a melhoria dos cuidados de saúde prestados aos pacientes e para a adoção de medidas que garantam a sua segurança consiste na disseminação ampla de informação selecionada, atualizada e de qualidade, para todos os envolvidos na cadeia de prestação desses cuidados.
Desde o médico, o enfermeiro e outros profissionais de saúde até os próprios pacientes e o público em geral. Daí a sua organização através de um portal na rede que facilite o acesso desses diferentes agentes em qualquer parte do país.
A escolha dos temas a serem tratados leva em conta a relevância do problema do ponto de vista de sua magnitude, gravidade, importância epidemiológica e vulnerabilidade a intervenções técnico-científicas. A expectativa é que o Proqualis vá se consolidando progressivamente ao longo do tempo, expandindo seu alcance e a abrangência dos temas abordados e as diferentes necessidades dos diversos públicos que pretende alcançar.
O Proqualis trata essencialmente da identificação, organização e disseminação de informações em saúde, com o emprego de modernas tecnologias da informação, em consonância com a missão institucional do Icict e contando com o apoio proporcionado pelo Ministério da Saúde por meio da Secretaria de Atenção à Saúde.


Por Marcelo:
Excelente espaço para quem quer se manter informado: http://proqualis.net/

Logística tá na moda


Por Mayuli Lurbe Fonseca

28 de agosto de 2012 00:44
O Brasil pode comemorar uma boa notícia: o governo ouviu os empresários para propor um choque na infraestrutura. O pacote de concessões em rodovias e ferrovias, anunciado pela Presidenta Dilma, reabre o debate sobre o modelo de parceria entre o setor público e a iniciativa privada. Confiamos que os desdobramentos dessa decisão possam impactar em outros setores onde a logística é essencial para a qualidade do serviço publico e privado. 
A escala do país e a complexidade da logística de escoamento da produção são exemplos dos desafios que o setor de logística vem enfrentando, cuja superação exige articulação entre todos os setores. Na gestão hospitalar, área onde atuo, a especialização faz toda a diferença. Com possibilidade de redução de custos de 30%, em média. 
Investir na inovação, na manutenção de um quadro de profissionais altamente especializados, na adoção de tecnologia de ponta, na infraestrutura e promover avaliação constante das melhores práticas nacionais e internacionais são exigências do mercado que o setor público dificilmente consegue acompanhar. Mas a parceria entre empresas e os governos pode preencher tais lacunas. Com mais chance de sucesso.
Assim como no setor produtivo, no setor de saúde a falta de uma boa logística cria problemas para governantes e gestores no geral. Problemas como a falta de remédios nos hospitais públicos, medicamentos vencidos, desvios e estoques mal administrados que resultam em prejuízo para a imagem institucional. Além do desgaste para os governos e desperdício de dinheiro público. Logística na gestão de saúde é garantia de melhor tratamento, pois o paciente recebe o remédio prescrito, na dosagem certa, na hora certa. 
Hoje, as estruturas de atendimento à saúde, tais como clínicas, pronto-socorros e hospitais, têm diferentes necessidades para o atendimento e cuidado aos seus pacientes. Assim como as soluções e o nível de complexidade, únicos a cada instituição. Quando desenhamos projetos de gestão de fluxo de materiais, é necessário levar em conta essas diferenças criando um atendimento personalizado a cada cliente do setor público e privado, compartilhando o conhecimento e a cultura da gestão competitiva do mercado. Ou seja, otimizar os processos para minimizar custos e aumentar a qualidade do atendimento, levando em conta os investimentos necessários à informatização, treinamento, infraestrutura e a flexibilização para expandir os serviços.
O país acordou para a logística com nova a rota das privatizações. Se o choque na infraestrutura produzir bons resultados, mais brasileiros poderão se familiarizar com a palavra “logística”, um ingrediente que faz toda a diferença na receita do serviço público de qualidade. Que ela seja cada vez mais incorporada ao vocabulário da gestão pública. Quem ganha com isso é o cidadão.

Gestão do parque tecnológico é foco da engenharia clínica

Gestão do parque tecnológico é foco da engenharia clínica

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O outro lado da delegação...

Amigos,

Texto muito bom. Muito bem redigido. Vale a pena a leitura.

Marcelo Borges

Everton Luiz L. Dutra

Administrador hospitalar e diretor do Hospital e Maternidade Maria Alice Fernandes, em Natal (RN).

Vivemos a Era do Conhecimento em que o administrador é "bombardeado" com grande volume de informação e com isso sofre grande ansiedade. Temos a impressão de que, bem debaixo de nosso nariz, passará despercebido algo de grande importância que colocará em risco nossa competência.

A tecnologia da informação transformou o escritório num "fórmula um" e obrigou o executivo a se tornar um verdadeiro "piloto". Hoje é possível, por exemplo, por meio de uma simples planilha eletrônica, realizarmos em minutos um trabalho que antes despendíamos dias para ser feito. Curiosa-mente, apesar de fazer as coisas de forma mais rápida do que se fazia antigamente, o trabalho do executivo não diminuiu e a grande maioria continua trabalhando 12 horas, ou mais, por dia e sofrendo da tão falada falta de tempo.

Junto com o desgaste físico causado pela alta velocidade vieram os danos à saúde do indivíduo, que muitas vezes o tem obrigado a gastar mais ainda do seu precioso tempo, e boa parte do dinheiro que ganhou fazendo "pit stops" em clínicas e hospitais, e, em casos mais extremos, deixando-o definitivamente fora do campeonato da vida.

Por que não delegamos mais se tudo mudou e a velocidade se tornou frenética? As respostas mais comuns que tenho ouvido para esta pergunta são: "Isto é algo que só eu posso fazer", "Isto é muito importante para ser delegado", "Ninguém é capaz de fazer isto tão bem como eu faço", "Se eu delegar isto a ele(a) vai demorar mais do que eu para fazer", "é impossível delegar determinadas coisas", "não tenho ninguém na equipe em condições de fazer este trabalho".

Daí vem à necessidade de dividirmos o que pode ser e o que não pode ser delegado. Imagine que você desaparecesse do mapa de repente e sua empresa não o encontrasse. O que aconteceria com a maioria daquelas coisas que você acredita não poder delegar? Provavelmente seriam feitas por outro. Por isso acredito que quase tudo pode ser delegado.

Embora quase tudo possa ser delegado, existem coisas que inconscientemente não queremos delegar e racionalizamos dizendo que não dá. Quando enxergamos sob esta ótica (em que "não querer" é diferente de "não poder"), passamos da condição de vítima para o comando da situação. Ao tomarmos consciência disso vencemos a primeira barreira que impede a delegação.

Embora a tecnologia tenha trazido velocidade para a rotina administrativa dos dias em que vivemos, as premissas básicas que compõe a natureza psíquica do homem não mudaram. Então, é necessário autoconhecimento e autocrítica para que possamos quebrar as barreiras que nos impedem de delegar.

O ego é um terreno bastante delicado de se pisar, mas caminho necessário para acharmos as verdadeiras respostas à pergunta: "por quê não delegamos?" Na verdade, tem quem goste de estar sempre ocupado, embora diga o contrário. Muitos se sentem orgulhosos quando o telefone celular toca diversas vezes, especialmente quando afastados de seus locais de trabalho e rodeado de seus pares. Alguns chegam ao extremo de atenderem ligações na frente do palestrante em um congresso. Seriam todas essas situações realmente necessárias ou fruto de um gerenciamento centralizador? Lembro que há poucos anos não havia telefones celulares. Provavelmente, houvesse filas maiores em telefones públicos e nas secretarias dos congressos, porém, acredito que muito mais coisas eram delegadas por falta de opção uma vez que os titulares estavam ausentes. Hoje, precisamos ter cuidado dobrado com a tecnologia da telefonia móvel e brevemente a internet móvel, porque a primeira já está se tornando uma nova barreira para a delegação. É mais fácil dizer "qualquer coisa me ligue" do que delegar.

O perfeccionismo é uma das grandes barreiras para a delegação. O perfeccionista acredita que ninguém é capaz de fazer algo tão bom quanto ele faria. Para quem pensa assim a única esperança para delegar virá quando, pelo avanço da ciência, for possível encomendar clones de si mesmo com o conhecimento e a experiência do original de modo a estarem prontos para receberem atividades delegadas. É bom para o administrador estimular a criatividade de sua equipe através da delegação. Pessoas diferentes podem nos surpreender com idéias inovadoras, e obter bons resultados em trabalhos feitos muitas vezes de modo diferente do nosso jeito de fazer. Se todos fossem espelhos nossos como no exemplo dos clones, no máximo fariam as coisas iguais, jamais às tornariam melhores.

Para delegarmos bem precisamos dividir com a equipe o poder, os frutos do trabalho, os resultados positivos, ao mesmo tempo em que devemos estar dispostos a arcar com responsabilidade total, quando as coisas não saem do jeito que deveriam. É necessário pensar a médio e longo prazo; preparar as pessoas para receber a delegação; renunciar aos detalhes irrelevantes dos processos para que elas possam experimentar outras maneiras de fazer o mesmo trabalho; ter paciência; e saber ouvir. Delegar não é empurrar as coisas para alguém, mas torná-lo apto, ensinando e acompanhando até que ele possa nos surpreender e fazer melhor do que nós próprios faríamos.

É muito comum olharmos para a delegação apenas como um meio de obtermos maior tempo livre para utilizarmos em outras atividades. Por isso, freqüentemente, preferimos esticar um pouco mais a jornada a ter que envolver outras pessoas no trabalho. O outro lado da delegação é onde as coisas se multiplicam, as idéias são ampliadas, as pessoas se desenvolvem e também delegam, o individual dá lugar ao coletivo, a organização sai ganhando e quando isso ocorre todos os envolvidos também ganham, inclusive quem está no topo do organograma e teve a sabedoria e a coragem de começar o processo.

Fonte: http://www.prosaude.org.br/noticias/ago2002/pgs/administracao1.htm